Saudade de mim quando fechos os olhos
E volto no tempo em que sonhava acordada
Querendo crescer, ser gente  independente.

Saudade do ginásio, da alegre adolescência
Das festas americanas, dos bailes no colégio
Dos filmes de Elvis no cine poeira do bairro.

Saudade dos que se foram para sempre
Só os encontro  agora em sonhos  reais
Como se estivessem comigo neste tempo.

Saudade do sorriso de menina, dos amigos
Da leveza por não saber ainda nada da vida
A maturidade traz a consciência e endurece.

Saudade das conversas ao vivo à noitinha
Dos vizinhos compartilhando o bairro amigo
Das brincadeiras, do queimado e pula corda.

Saudade da língua difícil do P que nunca esqueci
De tantas coisas boas que vivi e guardo em mim
Saudade de um tempo único gostoso de viver.

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Ceiça Monteiro

Ceiça Monteiro - Acredito na força do pensamento e no poder das palavras, que precisam ser positivas para que nos tornemos mais iluminados.

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